Metodologias erradas aplicadas sem avaliação prévia

Metodologias erradas aplicadas sem avaliação vem sendo um grande problema para as empresas, principalmente neste período pandêmico. 


Temos hoje um mundo em constante evolução. A comunicação a cada dia é feita e interpretada de forma diferente. A segmentação tem sido um "tiro" no pé de muitos produtos e serviços pois a cada "seleção" de consumo se obriga criar uma nova forma de pensar com pesquisas e mais avaliações. Isso obriga o profissional de marketing se adaptar e avaliar constante o mercado. 

Algumas empresas do setor vem se especializando e segmentando seu campo de atuação, porém só conhecer o processo técnico do projeto não quer dizer certeza de sucesso. As avaliações são variadas e em poucas conversas percebemos que boa parte das avaliações, principalmente as de risco, são ignoradas ... colocadas em um escopo como um percentual de perda. 

É gigantesca a lista de empresas que não dão certo, e podemos atribuir a vários fatores. O principal, em nossa visão, é o plano de marketing mal feito, algumas avaliações que tivemos acesso beiravam o ridículo com total despreparo e outras o absurdo em falhas grotescas de avaliação e análise. Já foi possível encontrar "empresas" de marketing promocional, sabendo de restrições em legislação que, assim mesmo, propuseram projetos que nem deveriam ser pensados. Diria amadorismo surreal se não viessem de empresas grandes! É básico, antes de criar e dar ideias ... gastar seu tempo, estudar a proposta e a legislação que envolve aquele setor.

Mas o que falta para melhorar isso tudo?

Primeiro:
Acabar com esse pensamento otimista que toda a ideia é bem vinda. Pensamento que é confundido com "nenhuma pergunta é inútil". Ideias precisam de filtro e nem todas se aplicam como surgem. 

Segundo: Mais pé no chão dos profissionais de criação. Viajam D+! O marketing não é uma exposição de arte moderna, onde uma meia dúzia de caixas coloridas amontoadas são agraciadas e avaliadas em busca de um contexto inexistente. 

Terceiro: Mais integração com a realidade, o simples costuma ser a melhor opção e mais barata, que dá resultado ... acredite.

Quarto: No processo de brainstorm direto, antes de começar, deve-se fazer a leitura do cenário geral que engloba economia, política, mercado, concorrência e etc. A coisa é bem ampla e para que o processo tenha um resultado decente é importante que não se perca tempo avaliando depois ideias que vão de contra, por exemplo, a legislação. Tempo é dinheiro, compreende?

Quinto: Avaliar logo no início até que ponto o cliente está disposto a mudar, melhorar, desenvolver e não apenas observar o que ele tem para investir ($$$). É muito fácil dar errado com um cliente podando tudo que é proposto. Mas pensa bem, se ele te procurou tem que fazer diferente, é melhor não fazer quando o cliente como aconteceu conosco, ouviu e pegou todas as ideias e depois preferiu fazer com um profissional iniciante que precisava de portfólio. Resumo, virou cobaia e depois que afunda coloca a culpa em terceiros. É mais fácil achar um "Judas", certo? 

Sexto: Procurar pessoas capacitadas é crucial, que tenham experiência para somar ao projeto. Não adianta ser apenas um humano com boas ideias, estatisticamente a maioria faliu. Temos casos raros mas reais de crescimento sem o devido preparo (fora a avaliação de quando ocorreu). A palavra expertise mostra o quanto é importante ter algo como base hoje em dia, seja a pura vivência indo até as fronteiras acadêmicas.  

Voltando ...

O marketing político é um exemplo de como as coisas mudam. A empresa que se propõe a "atender" um candidato se não estiver atualizada com a legislação eleitoral, e não tiver pelo menos 1 campanha legislativa municipal e 1 federal ... descarte!

O marketing é constantemente confundido com designer, fotografia e publicidade ... observe. Fora isso muitos profissionais (ou ditos profissionais) insistem em aplicar a mesma metodologia em todos os seus clientes sem restrições. Parece que falta nestes humanos bom senso, além de um excesso de preguiça. Aprendem nos coachs da vida e saem por aí martelando sem nenhum pudor, mesmo que não seja prego. 

Conhecer o negócio, saber avaliar e ver os contrastes de toda a proposta, sabendo dizer não ao cliente quando este não dá "liberdade". Saber dizer não quando seu formato de trabalho não se adéqua para o que o cliente precisa ... esse é o marketing real.

É bem interessante quando se vê um profissional de marketing em um processo de imersão com o cliente, visando conhecer o negócio que ele será responsável. Já tive a oportunidade de ir  para o chão da fábrica. A tá, fazer visita técnica? Não, trabalhar mesmo ... se preciso, é claro. Você tem que compreender ... ver e vivenciar aquilo !

É isso, chega ... 

Hoje trouxe um pouco do pensamento de como, no meu entendimento, deve ser uma pré avaliação para qual metodologia deve ser usada. Isso quando não criamos uma forma exclusiva de pensar para o cliente. 

A ideia é muito mais ampla que as poucas frases apresentadas aqui, mas já mostram como funciona parte do nosso pensamento avaliativo e que cada caso tem atenção impar.

Usar a metodologia errada significa viajar para outra cidade na contra mão da estrada, até pode chegar mas é correto? Tem riscos? Pense bem.

por Tiago Santos MKT 

Atualização: 13/08/2020
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